O Hospital


História

 

O fundador do Hospital Santa Tereza, Dr. Frederico Guilherme Keche Virmond, nasceu em 21 de fevereiro de 1921, natural de Guarapuava – PR. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal do Paraná em dezembro de 1948. Defendeu sua tese em Doutorado em 1948 – Incisões Transversas do Abdômen. Casou-se com Sra. Irena Warpechowski Virmond em 28 de dezembro de 1950, teve quatro filhos – Heloisa Maria Virmond Haick, Frederico Eduardo W. Virmond, Alcibiades Clemente W. Virmond e Laurence Augusto Virmond. Doze netos, sete bisnetos.

 

Dr. Frederico Guilherme ressalta que a principal qualidade em sua esposa, e companheira Sra Irena ,é que em todos os momentos durante os 62 anos de união, é sua devoção à família e sua religiosidade.

 

A filosofia de vida desse admirável homem que construiu e mantém o hospital, que pela sua essência e pelo serviço que presta é sagrado à humanidade é: Viver com simplicidade, nunca julgar e ajudar sempre.

 

Breve relato do início…

 

Dr. Frederico Guilherme, trabalhava em Guarani das Missões (RS) e paralelamente construía o seu sonho: O Hospital Santa Tereza de Guarapuava.Muitas foram as dificuldades, porem a distancia  de 750 km e as condições precárias das estradas, todas em chão batido causava um atraso na obra.Neste momento Dr. Frederico, percebeu a necessidade de facilitar seu transporte, o que ocorreu com a aquisição de um avião modelo CESNA 170, pilotado por ele mesmo. Isto possibilitou o acompanhamento mais efetivo da construção, retorno mais rápido para Guarani,perdendo menos tempo de seu trabalho, pois afinal era através dele que advinha o dinheiro para o investimento.

 

Outra dificuldade que se apresentou , foi que durante a obra a Caixa Econômica Federal, que tinha se comprometido com um valor significativo de empréstimo, suspendeu o mesmo, quase inviabilizando o projeto.Porém devido a sua persistência e ideal seu sonho se concretizou.

Dr. Frederico tinha mais três irmãos, Izidoro, Maria Aparecida e Gastão.

O Izidoro era seu administrador nas obras. Enquanto o Gastão, conhecido como “O Lindo”, colaborava transportando o material de construção de Curitiba.

 

Em 1962 Dr. Frederico Guilherme após 13 anos em Guarani das Missões (RS) retorna para Guarapuava e coloca em  funcionamento o hospital. Trouxe consigo de Guarani das Missões três pessoas para ajudá-lo: Aloísio Nowicki – Ajudante Geral; Estanislava Kuriowicz – Atendente de Enfermagem e Malvina Azevedo – Secretária. Esses foram os três primeiros funcionários.

 

Relembra de uma situação  engraçada, quando seus irmãos  foram ate Guarani, buscar sua mudança. Sua esposa permaneceu la com seus filhos  Alcibiades e Heloisa, pois necessitava cuidar de sua mãe que encontrava-se com a saúde debilitada.Seu filho mais velho  Frederico, um menino na época , veio no caminhão com seus tios, e em determinado momento não contendo sua curiosidade infantil, perguntou ao seu Tio Izidoro, ” quem é este bobão ai que esta dirigindo “, seu tio em meio a risadas respondeu que era seu outro tio.

 

A razão social do hospital em 1962, data de sua inauguração, era o nome de seu fundador Frederico Guilherme Keche Virmond; somente em 1978 alterou para Hospital Santa Tereza de Guarapuava.

Médico generalista, Dr. Frederico Guilherme consultava a todos que o procuravam independente da categoria do paciente.

Apesar dos poucos recursos tecnológicos que havia na época, Dr. Frederico Guilherme utilizava o que ainda hoje é um dos recursos de maior precisão: A anamnese, que nada mais é do que ouvir ao paciente, e diante de seu relato definir o diagnóstico da patologia.

As doenças que predominavam na década de 60 era tuberculose, tifo, maleita, hanseníase.

Devido ao grande número de pacientes de hanseníase, Dr. Frederico Guilherme destinava os sábados para realizar os atendimentos.

Não havia nessa época enfermeira alto padrão na cidade e região, somente atendente de enfermagem que sabiam seu oficio através da pratica diária de atendimento aos pacientes.

A primeira enfermeira alto padrão veio somente em 1978 – Maria Patrícia Brulé Duhalde.

As condições de fornecimento de água e energia elétrica eram precárias; para não

colocar os pacientes em risco foi comprado um motor que acionava o gerador, pois pelo menos uma vez por semana faltava energia elétrica.

A água era escassa e precário o seu fornecimento, para evitar a sua falta havia canalização que trazia água de uma mina há trezentos metros de distância do hospital.

Muitos são os acontecimentos que solidificaram a importância dessa obra nesses cinquenta anos de sua existência.

Com o tempo tudo foi se aprimorando.

 

Dr. Frederico Guilherme relata que o progresso e a tecnologia foram evoluindo e sendo assimiladas normalmente, sem oposição.

 


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